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Polícia Geral

Após duas tentativas, bombeiros capturam jararaca e evitam ocorrência de maior gravidade me São Borja

Estágio ESBC Editado em 22/01/2020

Após duas tentativas, bombeiros capturam jararaca e evitam ocorrência de maior gravidade me São Borja

Um fato inusitado chamou a atenção do corpo de bombeiros na noite de terça-feira, dia 21. Tudo começou quando um morador do Bairro Bettim, Arizoli Rodrigues percebeu a movimentação de uma cobra em direção aos chassis de sua camionete Saveiro, na esquina das ruas Serafim Vargas com a Cabo Pedroso. Ele resolveu chamar os bombeiros, que realizaram uma vistoria, por volta das 21h30min no veículo, mas nada encontraram.

Um dia depois, preocupado com o fato – e com razão, é bom que se diga –  Rodrigues voltou a solicitar o auxílio da corporação, na manhã de hoje, dia 22. Desta vez, o automóvel foi levado até a rampa de troca de óleo de um posto de combustíveis na Rua Engenheiro Manoel Luiz Fagundes. Ao içarem o carro, no elevacar do posto, ficou visível, próximo a parte superior do tanque, localizada na carroceria do veículo, a cola de uma jararaca de 1,20m. Neste momento, os bombeiros Sargento Marques e Soldado Bombeiro Renan, que atuavam no chamado, pinçaram a serpente, conseguiram retirá-la, capturá-la com ganchos, caixas de animais e devolvê-la ao seu habitat natural.

A ação foi responsável por evitar uma possível ocorrência mais grave, pois proprietário do veículo estava literalmente “de carona com perigo”. Isso porque as cobras da família Bothrops, a qual pertence a Jararaca encontrada em sua saveiro, causam a grande maioria dos acidentes ofídicos no Brasil. Sua camuflagem e imobilidade dificultam a visualização, o que explica o fato da serpente não ter sido encontrada na primeira tentativa.

Esta serpente possui dois dentes inoculadores de veneno projetados para fora. Isso faz com que durante o ataque as consequências da picada sejam agravadas. Seu veneno é considerado de alta potência, causa muita dor, edema no local da picada e pode gerar sangramento também nas gengivas ou em outros ferimentos pré-existentes. Além do Rio Grande do Sul, é também encontrada nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. É mais comum em áreas rurais perto de plantações, mas também podem aparecer em áreas periurbanas.

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