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Robalo luta pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico

Rafael Vigna Postado dia 24/06/2019

Robalo luta pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico

Por Luthero do Carmo e Rafael Vigna

Notícia da Edição Impressa da Folha de São Borja de quarta-feira, dia 19 de junho.

Marcelo Robalo (PSB) foi o quarto entrevistado do Programa Atualidades na série com os 15 vereadores, na manhã de sexta-feira, dia 14. Parlamentar de segundo mandato, ele pertence à base do governo na Câmara e é bastante atuante na atração de emendas parlamentares. Também compôs o governo na administração passada. Neste ano, lançou a ideia e o desafio da criação de uma comissão no Legislativo e uma secretaria no Executivo para tratar das questões relativas ao desenvolvimento econômico. Em 2016, recebeu 830 votos, ou o equivalente a 2,27% do eleitorado de São Borja. Confira o que disse o vereador.

Folha de São Borja - Chama a atenção o fato de o senhor não ter feito oposição e, nos seus dois mandatos, ter integrado à base do governo, mesmo com duas linhas ideológicas distintas. Como os senhor avalia essa questão?

Marcelo Robalo - Sempre digo que nada é por acaso. O meu perfil de trabalho, talvez tenha ocasionado isso. Na minha primeira eleição, concorri junto com o PT, o PCdoB e o meu partido, o PSB. Quando terminou aquela eleição, o ex-prefeito Farelo Almeida (então no PDT, hoje no PL) me apresentou o convite para compor a base do governo. Depois de discussões internas do nosso partido, optamos por apoiar e permanecemos juntos até o último dia. Em 2016, depois da eleição do prefeito Eduardo Bonotto, permanecemos na oposição por no máximo 60 dias, quando fomos chamados pelo prefeito atual, o então presidente do Progressistas Celso Rigo e o vice Pedro Machado. Recebemos o convite para compor e ajudar a base. Eles sabiam da minha atuação como vereador. Decidimos apoiar, porque quando existem coisas boas, nós precisamos dar suporte. Penso que, se o projeto atual foi escolhido pela população, significa que é isso que a cidade quer. Além disso, se me escolheram como vereador é porque o partido e eu tínhamos feito um bom trabalho. Eu sou muito otimista. Venho de bases muito humildes e acredito que temos que, às vezes, deixar algumas rivalidades de lado para manter o foco nas verdadeiras necessidades da população. Por essa razão, atuamos sempre com esse pensamento. Além disso, sou muito atuante nas questões do meu partido. Temos projetos para São Borja e alguns desenvolvidos no núcleo partidário. Isso vem de encontro com a ideologia de outros partidos. O PDT possui ideologia muito semelhante ao PSB. O Progressistas mudou bastante e também trabalha pela população. Os dois deixaram um pouco das birras e políticas entre esquerda e direita. O PSB se coloca no centro-esquerda. Então, trabalhamos voltados para a população mais necessitada, mas também pelo grande empresário. Por isso, integrei os dois governos e seremos fiéis até o último momento.

Folha - Esse discurso, de deixar eventuais rivalidades em nome de uma ação mais efetiva para a população, tem se repetido nas suas manifestações em tribuna. Este ano, o senhor lançou a ideia de criar uma comissão de Desenvolvimento e Emprego na Câmara e também uma secretaria de Desenvolvimento Econômico na Prefeitura. Como isso funcionaria?

Robalo - Participei de um curso de políticas públicas para desenvolvimento, conversei com companheiros de partido, como o empresário Gilberto Prado, e temos a ideia de que uma secretaria de Desenvolvimento Econômico seria uma das principais áreas. Se formos pensar, a saúde e a educação tem verbas vinculadas que se mantém, mas não geram arrecadação para o município. O meu pensamento é que essa secretaria tem que ser atrativa para as empresas se instalarem, mostrando as coisas positivas da nossa cidade. Hoje, se trabalha de forma menos punitiva. Atualmente, para abrir uma empresa, tem-se um tempo para regularização. Está menos burocrático. Ainda assim, sabemos que é preciso alavancar. É preciso que alguém visite leiterias, faça contato com interessados na plataforma logística. Por exemplo, recebi o contato de um investidor que tem a intenção de investir R$ 1,5 milhão. Mas quem faz essa ligação? Conversei com o prefeito e ele achou interessante a ideia.

Folha - Hoje uma parte disso se concentra no Planejamento e outra no próprio gabinete...

Robalo - Sabemos que é preciso avançar para gerar emprego e também arrecadação para o município. Isso não pode ser apenas de forma punitiva. Temos que ter atração e dar incentivo às empresas. Por exemplo, existe uma indústria de linguiça, que busca se instalar na Borges do Canto e espera há mais de três meses por um laudo. Ele investiu mais de R$ 200 mil e vai gerar cerca de 20 empregos. Tem coisas que temos que pensar. Uma secretaria de Desenvolvimento Econômico serviria para agilizar esse tipo de encaminhamento. É para os pequenos e os grandes empresários. Outra coisa é a Cultura. Há muitos aspectos que podem ser explorados. É preciso fazer isso. Sempre tive este pensamento, mas agora encontrei um prefeito que me escuta e que muitas vezes coloca em prática o que levamos como sugestão.

Folha - Isso significa que antes o senhor não era ouvido?

Robalo - Diria que tive pouco acesso ao outro prefeito. Percebo que, agora, o prefeito Eduardo Bonotto é um jovem, que se preocupa com a economia e acredita no amanhã. Ele está colocando as coisas no lugar.

Folha - Neste aspecto, quando se está ao lado do governo, a aprovação de projetos e indicações tendem a ser mais fáceis. O senhor apresentou alguns projetos relacionados à saúde e outros segmentos. Quais são os destaques neste sentido, já fazendo um balanço sobre as suas principais ações?

Robalo - Tinha esse projeto das pessoas idosas nos postos de saúde que acabou barrado por um probleminha técnico em uma comissão. Havia um parecer de que o texto geraria despesa em razão da necessidade de adaptar o sistema de consultas. Sabemos que os vereadores não podem gerar despesas ao Município. Vamos mandar ao prefeito em forma de indicação. O importante é que os idosos tenham acesso livre aos postos de saúde, não apenas no seu próprio ESF. Por exemplo, um idoso que está no Passo em visita na casa de um familiar e, por ventura, sente-se mal, ele precisa ser atendido no ESF mais próximo. Só que necessitaria do sistema. É um projeto que precisa ser adaptado, mas acredito que trará muitos benefícios aos idosos. Há outro projeto para possibilitar doações voluntárias para a Acopasb (Associação dos Colaboradores de Proteção ao Animal de São Borja). Isso facilita a obtenção de recursos para a proteção dos animais. Também existe o Projeto Mãos Amigas que prevê a doação de materiais ortopédicos – muletas, cadeiras de roda – para quem necessita. Tem muita coisa. Há indicações para melhorias em estradas. Recentemente, estive com o secretário Estadual de Obras José Stédile (PSB), que é do meu partido, e conseguimos destravar R$ 214 mil para beneficiar as estradas.

Folha - São aquelas horas-máquina para pagamento das máquinas nas estradas que estão sendo muito aguardadas?

Robalo - Exatamente, falta apenas a empresa apresentar documentação. Vai beneficiar as localidades de Mercedes, Sarandi e toda a região depois da Ponte da Estiva. Sabemos que estamos no caminho certo, trabalhando pela população e pensando no bem-estar do homem do campo. Acredito que é através da nossa agricultura que as coisas vão fluir melhor.

Folha - Este recurso de horas-máquina pode até ser considerado uma emenda parlamentar. O conceito é o mesmo e o senhor é bastante atuante neste aspecto. Isso foi dito, inclusive, pelo seu colega André Dubal (Progressistas), em entrevista, quando se debatia a questão das diárias parlamentares, necessárias para a atração deste tipo de verba. Neste aspecto, quais foram os principais recursos obtidos até agora?

Robalo - Em primeiro lugar, agradeço ao colega André Dubal, que também é um vereador muito atuante e atrai muitas emendas parlamentares. Cada vereador tem o seu método de trabalho. Recentemente, estive me Porto Alegre e realizei um curso de Desenvolvimento Econômico. Isso é algo que oxigena as nossas ideias. Abrimos a visão. Naquele momento, procurei pelo deputado do meu partido Heitor Schuch (PSB) e, como ele estava em Brasília, o seu assessor me disse que eu teria de ir até lá. Isso nos deixa de mãos atadas, pois precisamos de recursos para o nosso município. Muitas vezes somos criticados por viajar. Isso me deixa revoltado. Imaginem só, R$ 1,2 milhão em seis anos. Isso foi o que obtive em emendas. Não há comparação. Esse recurso paga com sobra todas as eventuais diárias que possamos ter utilizado. E é algo para o bem do município. Estamos trabalhando para atrair recursos. As pessoas, às vezes, falam sem conhecimento. Olho para o meu trabalho e me orgulho do que faço. Sou uma pessoa simples, vim do campo, fui açougueiro, produzi linguiça para sobreviver, sempre trabalhei e trabalho. Se parar pra pensar, são R$ 250 mil para calçamento e drenagem na Benjamin Constant, mais R$ 150 mil para Secretária da Agricultura, uma caminhonete e um veículo, outros dois carros para a Prefeitura, mais R$ 110 mil em recursos livres para compra de materiais para a saúde, R$ 110 mil para compra de ambulâncias e, agora, mais R$ 214 mil para horas-máquina nas estradas do interior. Isso é muito significativo. Sempre dou o meu melhor. É o povo que nos coloca lá. Sou orgulhoso do que faço por São Borja. Se continuar e vier outro prefeito, vou continuar fazendo. Daqui a pouco, eu posso ser o prefeito. Já há convites. A gente não sabe o que vai acontecer. Está para aumentar o mandato de vereadores e prefeitos. Trabalho pensando no presente.

Folha - O senhor citou essa questão da possível ampliação de mandatos. Há um projeto que já passou pelas comissões em Brasília que defende a ampliação dos atuais mandatos para que seja possível unificar todas as eleições em 2022. Como o senhor acompanha este movimento?

Robalo - Eu sou favorável. Tenho esse pensamento. Já fui ouvido pelo diretório regional do PSB, que pediu um parecer de todos os vereadores, e coloquei a minha posição. O nosso partido cresce muito no País. Acredito que essa medida ajudaria a diminuir os custos de uma eleição. Seria uma forma correta de adaptar. Acho que vai ser aprovado. No dia 28 de junho, internamente, temos um movimento de vereadores em Porto Alegre e estarei presente defendendo essa pauta. Outro aspecto positivo é que os prefeitos arrumam a casa nos primeiros anos e quando vão começar a fazer as melhorias já se entra no período eleitoral e para tudo outra vez. Seria importante ampliar o tempo para melhorar os trabalhos. Acredito que teria de ser mais espaçado. Acho até que se poderia mexer e fazer mandatos de seis anos. É muita eleição. Temos que pensar é no Município e no Estado, deixando de lado um pouco as eleições. Quatro anos passam muito rápido.

Folha - O senhor está no segundo mandato e já assumiu cargos na Mesa Diretora, inclusive, a presidência da Câmara por um período rápido. Como foi essa experiência?

Robalo - Já fui vice na legislatura passada. Eu tenho pretensão de ser presidente, mas dentro de uma coerência. Ano que vem, já foi acordado que assumiria o vereador que atualmente ocupa a secretária de Educação João Carlos Reolon (Progressistas). Sempre tem esses bastidores. A política é tão dinâmica que tudo pode mudar. A Mesa Diretora é algo complexo que demanda muito envolvimento. Aproveito para fazer o convite para que as pessoas prestigiem mais a nossa Câmara. Tem muito trabalho acontecendo lá. Nós gostamos disso. Eu amo ser vereador, porque amo São Borja. Sempre foi assim. Temos que gostar do fazemos. Na vida política, gosto de tratar com as pessoas, ajudar e trabalhar pelo povo. Não podemos adormecer e ficar apenas nos queixando. Muitas pessoas saem de São Borja em busca de emprego. São Borja, se melhorássemos a questão do emprego, seríamos uma das melhores cidades para viver. Temos que buscar, juntos, essa melhoria. Eu acredito na nossa cidade.

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