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Diminui o número de mulheres que fazem mamografia pelo SUS

A longa demora ao acesso aos serviços de saúde é o principal fator para a desistência do exame

Rafael Vigna Editado em 04/10/2019

Diminui o número de mulheres que fazem mamografia pelo SUS

Bruna Falcão

A chegada do mês de outubro desperta, anualmente, o alerta para uma doença silenciosa e crescente: o câncer de mama. O movimento popular conhecido internacionalmente como, Outubro Rosa, nasceu em 1997, nos Estados Unidos e é comemorado em todo o mundo. Portanto, este é o mês da conscientização para a prevenção do câncer e a mamografia é uma das principais maneiras de descobrir a doença em fase inicial, principalmente entre mulheres de 50 e 69 anos. Em São Borja, entidades e órgãos públicos, como a Câmara de Vereadores, aderiram à campanha.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2019 foram considerados 59.700 novos casos de câncer de mama, o que significa uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100 mil mulheres. O perfil da existência de câncer no país varia de acordo com a localidade, desta forma, a única região onde o câncer de mama não é comum é o Norte. Entretanto, as regiões Sul e Sudeste são os lugares que apresentam as maiores taxas de mortalidade, com 15,26 e 14,56 óbitos/100 mil mulheres em 2015, respectivamente.

Diante desse contexto, é perceptível um crescimento progressivo da doença. Um desses fatores é a longa espera no atendimento na rede pública que dificulta muitas mulheres a descobrirem o câncer logo no início. Segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia/Sociedade Brasileira de Mastologia, a má distribuição dos mamógrafos e a dificuldade de acesso da população é um dos principais motivos para a descoberta tardia da doença. A pesquisa mostra que a proporção de mulheres que fazem o exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS), está diminuindo.

Em 2017, cerca de 24% das mulheres, procuraram a rede SUS para fazer o exame. No ano passado foram 22%, o que significa o pior resultado nos últimos seis anos. De acordo com a pesquisa, a demora para chegar até uma sala para fazer a mamografia, é o principal motivo da desistência da procura do exame. Na rede pública, as pacientes precisam marcar uma consulta no posto de saúde mais próximo, fazer o pedido de encaminhamento para o especialista, marcar e agendar a mamografia, por isso gera uma longa espera, o que pode significar menos chances de cura.

Já em São Borja, segundo a coordenadora da saúde, Sabrina Loureio, são ofertadas no município 400 mamografias por mês. Contudo, a procura para realizar o exame ainda é baixa por parte da população. Em virtude disso, as campanhas de prevenção ao câncer de mama serão reforçadas, neste mês, por todas as Estratégias de Saúde da Família (ESF) da cidade. Para a coordenadora, é fundamental que as mulheres façam o monitoramento de rotina, com consultas regulares ao médico, pois quanto mais cedo for o diagnóstico, maior é a chance de cura.

É importante lembrar ainda que os fatores de risco aumentam para as mulheres que possuem histórico familiar de câncer. Por isso precisam ficar atentas para os principais sintomas da doença, os mais comuns são: aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, além de descamação ou ulceração do mamilo. Cabe salientar que o tratamento de câncer de mama, está previsto na rede SUS, no qual deve oferecer todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, além de radioterapia e quimioterapia.

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